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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sonho Lúcido !!!

Sonho Lúcido !!!

É o termo que refere-se à percepção consciente que temos de um determinado estado ou condição enquanto sonhamos, resultando em uma experiência da qual temos uma recordação muito clara ("lúcida") e nítida, normalmente aparentando termos tido controle e capacidade direta sobre nossas ações e, algumas vezes, o próprio desenrolar do conteúdo do sonho.[1] A experiência completa do início ao fim é chamada de sonho lúcido. Stephen LaBerge, um popular autor e pesquisador do assunto, definiu o sonho lúcido como "sonhando enquanto sabemos que estamos sonhando."[2]

LaBerge e seus associados chamaram as pessoas que exploram intencionalmente as possibilidades dos "sonhos lúcidos" de "onironautas" (literalmente do grego querendo dizer "exploradores de sonhos"). O tema atrai a atenção de psicólogos, autores independentes, grupos da Nova Era, místicos, ocultistas, artistas e muitos outros.

Os chamados "sonhadores lúcidos" normalmente descrevem seus sonhos como animados, coloridos, e fantásticos. Muitos comparam a uma experiência espiritual e dizem que este fato mudou sua maneira de viver ou sua percepção em relação ao mundo que vive. Alguns afirmam que os sonhos lúcidos são como uma "hiper-realidade", aparentando muitas vezes serem mais reais que a própria realidade em vigília" e que todos os elementos que compõem a realidade dos sonhos são amplificados. Sonhos lúcidos são prodigiosamente recordados em comparação a outros tipos de sonhos, até mais que os próprios pesadelos, que supostamente podem ser prescritos como um meio de livrar-se de um sonho dramático ou alarmante.

Embora seja difícil de obter um conhecimento claro e coerente sobre as múltiplas interpretações destas experiências — especialmente considerando sua natureza altamente subjetiva — a veracidade dos sonhos lúcidos é cientificamente verificada. Pode ser classificada como um protociência, até que haja um maior conhecimento científico sobre o assunto. Pesquisadores tal como Allan Hobson, com estudos na área da Neurofisiologia dos sonhos tem ajudado no avanço das pesquisas para o melhor entendimento dos mecanismos dos sonhos lúcidos, levando o assunto para um campo científico e sujeito a menores fatores especulativos.

Índice
1 Pesquisa científica
2 Psicologia
3 Paralisia do sono
4 Ligações externas
5 Videos

1 Pesquisa científica
Várias universidades (notavelmente a de Stanford) continuam as pesquisas neste campo, aperfeiçoando técnicas e aprendendo mais sobre os efeitos dos "sonhos lúcidos", como fazem algumas agências independentes tal como LaBerge, com O Instituto de Lucidez. A psicologia jungiana, por exemplo, parece indicar que o sonho "não-lúcido" (ou parcialmente lúcido) é um meio de alcançar o auto-conhecimento. Até o momento, não existem casos em que seja relatado que algum "sonho lúcido" tenha causado qualquer tipo de dano em qualquer nível, seja este psicológico ou fisiológico. No entanto, seria muito difícil de determinar se alguma forma de "sonho lúcido" poderia anular algum beneficio porventura recebido através de um "sonho normal". Nos sonhos lúcidos, criado para diversão como também para fins terapêuticos, podemos voar, criar ambientes que sempre sonhamos em estar, podemos ser ricos, pobres, o que quisermos, basta termos controle sobre os sonhos.

Como se tornar um sonhador lúcido.

1º Vá dormir uma ou duas horas mais cedo que de costume, ou apenas fique deitado, sem dormir. Uma alternativa consiste em pôr um despertador para soar cerca de duas horas antes que de costume, levantar-se quando ele tocar e voltar para a cama mais tarde para tirar uma soneca. Sonhos lúcidos tendem a ocorrer depois que as pessoas já tiveram a quantidade normal de sonho REM.

2º Nas horas antes de deitar, pense com convicção e repetidamente: "Terei um sonho lúcido hoje à noite." O pensamento vai ajudá-lo a "preparar" seu cérebro para a lucidez.

3º Selecione uma "dica" ou um "símbolo onírico" que seu cérebro reconhecerá quando aparecer em um sonho normal. Internalize a idéia de que, na presença do símbolo, você "saberá" que está sonhando. Por exemplo, decida que sempre que um objeto vermelho surgir em um sonho, seu cérebro irá se prender a ele e relembrará que aqui é um sonho.

4º Esforce-se para tornar-se mais consciente de seus sonhos comuns. Mantenha um bloco de anotações perto de sua cama e, ao acordar, anote tudo o de que possa se lembrar. Faça anotações especiais sobre objetos que parecem surgir com freqüência e use-os como símbolos.

5º No momento que tiver uma vaga noção de consciência em um sonho - como, por exemplo, pensar que "isso é estranho de mais para ser verdade"- focalize-a em vez de deixar que se afaste. Esse tipo de percepção é a porta de entrada para a lucidez. A maioria das pessoas a vivencia rapidamente durante sonos normais: o truque é agarrar-se ao pensamento e elevá-lo à consciência sem acordar completamente.

6º Quando a lucidez se manifestar, relaxe. Não se agite nem tente alterar as imagens oníricas imediatamente. Apenas relaxe e aproveite o cenário. Uma vez que tenha se fixado ao pensamento de que está sonhando, descobrirá que a lucidez aflui. Parece com o despertar - exceto que, em vez de ficar sensoriamente consciente do mundo exterior, seu conhecimento é puramente conceitual. Você "sabe" que está na cama porque se lembra de ter ido se deitar, mas na verdade não sente a cama. As visões, os sons e as sensações que estava experimentando quando estava tendo um sonho comum permanecem inalterados - mas agora você sabe que eram alucinações.

7º Teste o sonho. Às vezes, é muito difícil distinguir um sonho lúcido da vigília. Uma forma de testá-lo é tentar ligar qualquer tipo de aparelho elétrico - nos sonhos lúcidos, sempre há um atraso entre o ato de acionar o botão e o dispositivo começar a funcionar. E luzes elétricas sempre são muito fracas nos sonhos lúcidos.

8º Lentamente, comece a controlar o sonho. Decida, por exemplo, mudar as condições climáticas, ou o papel de parede do cômodo em que você está. Tudo que precisa fazer é pensar "que o dia fique ensolarado", ou "que as paredes fiquem azuis". Se quiser evocar uma pessoa, pense em vê-la surgindo e depois se afaste do lugar em que deseja vê-la. Quando voltar, ela provavelmente estará lá. Se quiser voar, imagine-se se elevando suavemente - quando sentir que está caindo, não tente se "ajudar", apenas deixe que isso aconteça.

9º Se sentir que está despertando e não quiser acordar, tente girar seu corpo no sonho em volta de um circulo - isso ajuda a manter as cenas oníricas.

10º Nunca entre em pânico. Os sonhos lúcidos ocasionalmente produzem experiências desagradáveis, como a sensação de uma atmosfera pesada ou uma presença ameaçadora. E despertares falsos são comuns - você pensa que acordou completamente, mas percebe que não consegue se mexer. Isso acontece porque você ainda está sob o efeito da paralisia do sono. Lutar contra a sensação é inútil e pode fazer com que você sinta como se estivesse sufocando. Em vez isso, relaxe lembre-se de que está tendo um despertar falso e flutue de volta para seu mundo dos sonhos.

2 Psicologia
Existem muitas questões a serem respondidas sobre Sonho Lúcido e sobre a ato de sonhar por sí só. LaBerge e seus seguidores costumam chamar as pessoas que conseguem explorar a capacidade de sonhar lucidamente de oneironauts (palavra grega que significa "exploradores de sonhos").

Na projeciologia, um sonho lúcido é uma projeção semiconsciente, também pode chegar a ser uma projeção consciente.

3 Paralisia do sono

O pesadelo, por Henry Fuseli (1781), uma das representações da paralisia do sono na cultura popular.Ver artigo principal: Paralisia do sono
Uma observação feita é que existem níveis de sonho lúcido no qual consegue-se controlar o sonho como um todo de forma tão realista que perde-se a noção do que é real e do que é sonho: não sabe-se distinguir se está sonhando ou acordado. Como nos diz Muniz:

Algumas pessoas relatam que, às vezes, sofrem uma paralisia corporal ao se deitarem para dormir. Afirmam que, deitadas, perdem os movimentos e a capacidade de falar, ficando com o corpo pesado e “duro”, preso à cama. Então, dizem, ouvem vozes, escutam passos, vêem estranhas cenas ou pessoas e se desesperam.

Como no geral a cultura ocidental não contém muitas experiências no campo onírico e nem tampouco para o contato com o mundo do inconsciente visto que mesmo os nomes foram introduzidos por Freud pouco mais de 1 século atrás, a maior parte da comunidade não está preparada para experiências desta natureza. Como resultado, alguém que atinja a paralisia do sono termina sem saber o que fazer, eventualmente é tomado pelo medo. Alguns experimentam intenso terror, supondo que estão enlouquecendo ou prestes a morrer. Outros, supersticiosos, crêem que o diabo os persegue e até que os sufoca. O medo se deve ao desconhecimento.

Segundo o DSM-IV-TR, "40-50% das pessoas que dormem normalmente relatam episódios isolados de paralisia do sono pelo menos uma vez na vida durante a vida." Queixas comuns associadas à PS são incapacidade de locomoção, fala ou até dificuldades na respiração, embora o diafragma continue operando de forma intacta. As paralisias do sono são geralmente vinculadas à alucinações no início do sono (hipnagógicas) ou ao despertar (hipnapômpicas) oníricas, supostamente causadas pela "intrusão de elementos dissociados do sono REM na vigília."[3]

A paralisia do sono corresponde a um estado não usual de consciência no qual atingimos lucidamente o limiar entre a vigília e o sonho. Em outras palavras: nossa consciência se encontra em um ponto limítrofe entre o mundo vígil e o mundo onírico. Obviamente, não estou me referindo à narcolepsia ou a estados patológicos similares, nos quais a pessoa desfalece mantendo a consciência em situações arriscadas como durante o trabalho ou no trânsito.

Não confundir a paralisia do sono, que é inofensiva, com narcolepsia, que é um distúrbio. É importante diferenciar o patológico do inócuo. A inofensiva paralisia analisada neste estudo surge quando nos acomodamos para relaxar, dormir ou “tirar um cochilo”. Ocorre em situações facilitadoras do sono, podendo aparecer na fase inicial ou final deste. Não se impõe contra a nossa vontade em situações inadequadas ou de risco, como durante o ato de dirigir ou trabalhar. Esse estado limítrofe nos oferece a oportunidade de experimentar um tipo especial de sonho: o sonho lúcido. Se, ao invés de nos deixarmos tomar pelo medo, soubermos aproveitar a situação de imobilidade para trabalhar com a imaginação, adentraremos conscientemente ao nosso mundo dos sonhos.

Durante a paralisia do sono, estamos às portas do nosso universo onírico. Em tal fase, podemos reverter o processo letárgico ou dar-lhe continuidade. Se nos aterrorizarmos ante a impossibilidade de movimento e as percepções alteradas, o reverteremos. Se nos mantivermos tranqüilos e permitirmos que o processo natural do sono tenha continuidade, teremos a experiência fantástica do sonho lúcido. É uma experiência cobiçada por muitos.

Nos sonhos normais, nunca percebemos que estamos sonhando. Sempre acreditamos estar acordados: fugimos dos perigos, nos preocupamos em resolver os problemas com os quais nos deparamos, tememos as reações das pessoas e animais com os quais estamos sonhando, etc.

No sonho lúcido, esta falta de discernimento não existe. O sonhador compreende que está sonhando e age de acordo com esta compreensão.

Durante a fase intermediária entre o sono e a vigília, começamos a ter percepções alteradas, os primeiros contatos imediatos com o mundo fantástico. Os nossos pensamentos adquirem alto grau de nitidez e podem ser vistos e ouvidos como se pertencessem ao mundo exterior. As vozes, sons, imagens e toques que percebemos são imaginais, isto é, são formas mentais. Não obstante, seu impacto realístico e nitidez (numinosidade) são intensos e espantam as pessoas que ainda não estão familiarizadas com isso. Nossos medos, desejos, anelos, frustrações, etc, se corporificam em imagens mentais cujas formas apresentam afinidade com o teor dos sentimentos que as geraram.

Aqueles que almejam a experiência do sonho lúcido procuram induzir a paralisia do sono por meio do relaxamento consciente. Ao atingi-la, saltam para o outro lado de suas existências.

Caso tenhamos interesse em aproveitar a paralisia corporal para obtermos uma experiência onírica consciente, podemos nos valer de um procedimento muito simples: uma vez atingida a imobilidade, projetamos uma imagem mental qualquer que nos agrade procurando vivenciá-la lucidamente, ou seja, nos empenhamos em interagir com a mesma sem perder a recordação de que é mental e onírica. Então, logo nos vemos dentro de um sonho lúcido.

Poderíamos dizer, em outros termos, que colaboramos conscientemente com o processo natural do sono-sonho ao invés de detê-lo pelo medo. Após o estado de paralisia corporal vem o estado de sonho propriamente dito. Se vivenciarmos lucidamente as imagens mentais que se formam nesta fase inicial do sonho, logo as mesmas se apresentam ante a nossa consciência como se fossem tridimensionais.

Muitas vezes, a paralisia do sono é denominada pesadelo, o que nem sempre é correto. Um pesadelo é um sonho terrível, com monstros, assassinatos, torturas, sangue, cadáveres, etc. A paralisia é a imobilidade do corpo, a incapacidade de mover-se e de se levantar. É acompanhada por alucinações e, às vezes, por uma pseudo-asfixia.

4 Ligações externas
Dream Views - A maior comunidade de Sonhos Lúcidos do mundo
Sonhos Lúcidos Brasil - Portal Brasileiro de estudo sobre Sonhos Lúcidos
DreamerShell - Comunidade de Sonhos Lúcidos
Guia Internacional para os Sonhos Lúcidos
Lista de discussão sobre Projeção Astral, Sonhos Lúcidos e Estados Alterados de Consciência
Grupo Voadores
Sonhos lúcidos, o surgimento da lucidez onírica e seu estudo

5 Videos
Confira esse e outros videos no you tube :

http://www.youtube.com/watch?v=Ypsd6Afbe40

Texto retirado de wikipedia
By:Matheus o.­

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